Desordens da sexualidade feminina

A sexualidade é maior exemplo da interação entre o corpo e a mente, pois, diversos fatores físicos e emocionais podem interferir no interesse, sensações, excitação e prazer sexual e, também, está intimamente relacionado com o contexto e a qualidade de vida que devem ser considerados em conjunto com as queixas sexuais.

É sabido que as pessoas são diferentes e entre as diversas particularidades a sexualidade é uma das mais variadas, e variam em relação sua importância na vida do indivíduo, suas preferências, demandas, modo de relacionamento e outras. Portanto, não há parâmetro fidedigno para a comparação de uma mulher com outra, em relação à frequência das relações, interesse sexual e outros.

De modo genérico, a excitação da mulher diferentemente do homem, especialmente nas relações estáveis, depende da proximidade emocional, meio romântico e fantasias eróticas. E, assim, estes contextos sexuais associados ao estímulo levam à excitação e desejo que por sua vez remete à satisfação e ao prazer.

As desordens da sexualidade feminina são divididas em:

  1. Falta de interesse sexual (libido) – É a percepção da diminuição do desejo, pensamentos, fantasias sexuais e baixa resposta às tentativas de estímulo.

  2. Incapacidade de excitação – Situação que pode ser referida pela falta de percepção física da excitação como a deficiência de lubrificação, bem como, pode ser citada como dificuldade da excitação subjetiva, embora, ocorrência da resposta corporal. Situação mais comum em mulheres acima de 40 anos que referem redução da sensação sexual nas regiões erógenas.

  3. Dificuldade de orgasmo – É relatado como “apesar da presença de interesse sexual e excitação, ocorre uma baixa sensação de orgasmo ou aumento de dificuldade em atingi-lo ou ausência de ocorrência, embora, as mais diversas tentativas de alcançar.” Destaca-se que mulheres que somente alcançam com próprio estímulo não são incluídas neste diagnóstico.

  4. Dores na relação – São caracterizados pelas dores persistentes ou recorrentes na relação e podem ocorrer no início da penetração ou quando o pênis atinge o fundo da vagina.

  5. Vaginismo (tensão na vagina com dificuldade de penetração) – É definido pela persistente ou recorrente dificuldade da mulher permitir a entrada na vagina do pênis, dedo ou qualquer objeto apesar de referir interesse e desejo de fazê-lo.

 

Cabe destacar que muitas mulheres, em algum momento, relatam experiências que se aproximam a alguma desordem de sexualidade, porém, a recorrência ou a persistência associada às outras informações que levam à caracterização da desordem.

E, frequentemente as desordens sexuais se sobrepõem, ou seja, se a determinada mulher tem uma baixa libido terá mais chance de ter dificuldade de excitação e orgasmo.

Várias condições médicas interferem na sexualidade da mulher:

a) Depressão – Esta situação psicoemocional leva a diminuição de sensação de prazer e motivação e engloba a atividade sexual. E, o tratamento medicamentoso pode ter efeito positivo em melhorar o estado emocional e consequentemente a vida sexual, mas, algumas medicações associado com algumas situações de vida podem fazer o efeito oposto, ou seja, piorar a libido.

b) Diminuição da capacidade de produção hormonal dos ovários – A testosterona é um hormônio andrógeno produzido pelas células que ficam na periferia dos óvulos e nas mulheres jovens sua produção é maior e naturalmente reduz com a idade. Algumas condições podem levar à redução da produção da testosterona como o uso de anticoncepcionais hormonais (com exceção do DIU medicado), pois, estas medicações inibem a ovulação e indiretamente estas células que produzem os hormônios. Similarmente, a quimioterapia podem inibir estas células produtoras ou a remoção cirúrgica dos ovários. Outro hormônio produzido pelos ovários é o estrogênio que age na vagina aumentado sua lubrificação, elasticidade e regulando o pH ácido para prevenção local de infecções. A deficiência de produção em decorrência da menopausa, remoção dos ovários e outras situações podem levar à redução da elasticidade e lubrificação da vagina, bem como, sua sensibilidade aos estímulos sexuais.

c) Outras condições associadas com a redução da sexualidade são: Aumento da prolactina, uso de algumas medicações psiquiátricas, beta-bloqueador (remédio para controle de hipertensão, tremor, e outros) e antiepilépticos.

 

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