Infertilidade

Situação que afeta em torno de 20% dos casais na atualidade e dado que cada vez mais casais optam pela gestação mais tardiamente sua tendência é ser mais frequente. Diversas são as causas que podem levar à esta situação e deste modo, a investigação deve ser pormenorizada para a escolha do tratamento de modo individualizado, considerando também as restrições e as preferências pessoais.

 

Segundo a American Society for Reproductive Medicine, a infertilidade é uma condição definida por falha em alcançar a gravidez depois de 12 meses ou mais com relações desprotegidas. Avaliações e tratamentos precoces podem ser justificados baseados em história médica ou achados de exame físicos e em mulheres acima de 35 anos é aceito o prazo de 6 meses para a caracterização.

As causas de dificuldade em alcançar a gravidez frequentemente são assintomáticas, portanto, muitos casais completamente saudáveis se surpreendem ao se deparar com esta situação. E, estima-se que 1 a cada 6 casais padece desta circunstância. Dentre as razões da infertilidade consideram-se que 40% decorrem de causas femininas, 40% de causas masculinas e em 20% provêm de ambos.

Assim, é importante a investigação das causas de ambos, pois, alguns problemas podem ser resolvidos ou amenizados e assim aumentar o potencial reprodutivo e deste modo, resultar na gravidez.

Quanto à investigação, habitualmente, segue-se uma rotina de avaliação do útero e ovários por meio de ultrassom endovaginal ou RM de pelve, tubas uterinas com a histerossalpingografia ou em casos com indicação de laparoscopia pode ser feita no procedimento, exames de sangue, dentre eles, atividade da tireoide, prolactina, e também em algumas pacientes é solicitado a estimativa da reserva de óvulos, testes de trombofilia (tendência à trombose) e outros.

Porém, após a investigação, em alguns casais haverá a necessidade de recorrer à técnicas de medicina reprodutiva e na atualidade utiliza-se a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização “in vitro” e transferência de embrião (FIV/TE) com a injeção intracitoplasmática do espermatozóide que serão explicados.

A IIU consiste em estimular e acompanhar o desenvolvimento do óvulo(s) por meio de dosagens hormonais e ultrassonografia e em momento oportuno é injetado espermatozoides selecionados para dentro do útero, deste modo, facilita-se o encontro do espermatozóide com o óvulo. A chance de gravidez com esta técnica é em torno de 15%. E, as condições mínimas necessárias para utilizá-la é ter as tubas pérvias (funcionantes) e espermograma (exame que analisa a quantidade, a concentração, a movimentação e o formato dos espermatozoides) suficientemente bom após a preparação do sêmen.

Já em condições nas quais as tubas não estão funcionantes ou espermograma anormal ou outros se opta pela FIV/TE – ICSI que consiste na estimulação ovariana por meio de medicações e acompanhamento ultrassonográfico e dosagens hormonais e posterior captação dos óvulos guiados por ultrassom, assim, os óvulos captados são fertilizados e os embriões que se desenvolveram são transferidos para o útero, sendo no máximo 2 nas pacientes com menos de 36 anos e 3 naquelas com mais, e o excedente é congelado. A chance de gravidez com esta técnica é em torno de 35% a 40% a cada transferência de embriões e depende da idade e das situações associadas.

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